A Páscoa representa uma oportunidade de renovação. Independente da crença de cada um, é um período que pode ser refletido em silêncio, cultuando a paz e fazendo conexões com algo maior e renovado.
Poemeto “A paz“, de Flavia de Assis e Souza
A sensação de paz é única
Ela reflete o acelerar desacelerando
Não precisa estar vestido de uma branca túnica
Basta respirar profundo na vida caminhando
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Confira outros poemas e contos nos livros abaixo:
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O dia dos namorados é uma oportunidade para uma pausa em homenagem ao amor, celebrando este sentimento único, forte, potente, da imensidão que seu alcance permite.
Poema “Como se fosse você“, de Flavia de Assis e Souza
É como se o sol tocasse a lua
Como se o fogo encontrasse a água
Uma magia que deixa a verdade nua
Com a pureza dos corações que não conhecem a mágoa
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É como se a juventude ficasse de plantão
Como se a vida pedisse passagem
Uma aventura que revela a imensidão
Com traços de bilhete único de uma viagem
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É como se a música encontrasse a poesia
Como se o olhar a tudo decifra
Um diálogo que transfigura em melodia
Com mensagens que a lucidez grifa
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É como se os sorrisos se ornassem
Como se a faísca despertasse a glória
Uma história para que dois corações se encontrassem
As ações do dia a dia, que fazemos de modo automático, representam uma fonte de energia, muitas vezes despercebida. E também uma oportunidade de exercitar a gratidão pelas pequenas coisas que nos cercam.
Poema “Um banho de energia“, de Flavia de Assis e Souza
Seja na arte ou na vida, sempre buscamos referências que nos inspiram e nos ensinam.
Na poesia e contos, tenho admiração pela obra da Clarice Lispector, a quem humildemente homenageio por um poema chamado Blattaria, que significa a ordem do reino animal a que pertencem as baratas.
Trecho do poema Blattaria, de Flavia de Assis e Souza
Uma vez eu li Clarice
Uma das vezes que li ela me disse
Se não a mim apenas, mas a qualquer interlocutor
E fez um convite, como se prestasse um favor
Para ler o restante e outros poemas, adquira o livro Sobre Hoje:
Sobre Hoje é um convite para a reflexão. Sob a forma leve e livre que a poesia oportuniza, a leitura do conteúdo, adornado em rimas, traz um novo olhar sobre nós mesmos e as sutilezas que nos cercam, fazendo do momento presente o mais importante e decisivo.
Temas do cotidiano são retratados com uma sugestiva profundidade, despertando o leitor e a leitora para a beleza do simples e do trivial.
Um afago na jornada do autoconhecimento e da conexão conosco mesmos e com o mundo.
O mundo muda a cada instante e as verdades também. Aquele ou aquela que se atina mais rapidamente e ajusta sua rota de acordo vive mais em plenitude e com sucesso.
No mundo profissional, alguns comportamentos são emblemáticos e nos sugerem um novo olhar para onde os novos ventos levam.
Trecho do poema “O homem de terno“, de Flavia de Assis e Souza
Recorrente no acerto
O homem de terno alinha e arrima
Pensa que a coleção de sucessos
Só no seu bando se aninha
O homem de terno olhou pra baixo
Acostumou-se com a plateia
Ávida por merecer o seu saldo
Trabalha como abelhas em colmeia
Tem idades e rostos diversos
Se une como pernas de centopeia
À medida que passa o tempo
Essa gente, por motivos difusos, se empodera
O homem de terno já passou dos cinquenta
Respaldado, um pouco evoluiu
O mundo mudou, seu coração nem tanto
Algumas verdades, o tempo abduziu
Era a vez do homem de terno desalinhar
Era para o bem de sua mera significância
Era a retórica do novo natural aos novos
Era um aviso de que se reinventar é preciso para reaver a temperança
Se você gosta do tema natureza, venha escutar sobre a vida e obra de poetas e poetisas contemporâneos/as nesta live do lançamento do Motus #6, Movimento Literário Digital.
Será no dia 05/novembro/22, às 19h, pelo canal do Programa C no youtube:
Algo ou alguém que se sobressai no meio da amplitude ou da multidão merece um olhar carinhoso, como inspiração para vermos a beleza profunda e reproduzi-la nas nossas próprias versões.
Uma flor incomum, poema da Flavia de Assis e Souza, antologia Vozes de Aço, da Poeart Editora